Fábio Rezende, Advogado

Fábio Rezende

Goiânia (GO)

Sobre mim

Advogado, militante nas áreas cível, trabalhista e previdenciária.

Principais áreas de atuação

Recomendações

(3)
Matheus Boniatti, Bacharel em Direito
Matheus Boniatti
Comentário · há 5 anos
Que interessante, não é mesmo? Mas de fato, a aplicação da inteligência artificial pra julgamento de liminares no processo civil deve ser aplaudida? Ainda não.
Em contrário do que o judiciário está marchando, qual seja a crescente informatização das etapas processuais, a forçada injeção de inteligência artificial nos softwares dos órgãos julgadores, não o acompanha.
A atividade de julgar, decidir, proferir a sentença não pode ser delegada a uma máquina que procura por padrões jurídicos ou técnicos em um texto. A atividade jurídica vai muito além disso. O surgimento de novos direitos por entendimentos jurisprudenciais plurais em inúmeras instâncias é o que mantém o aparato jurídico acompanhando as modernizações das vidas sociais, podendo ter base legal para julgamento de novas demandas factuais sociais.
Ainda que os softwares, como VICTOR e Dra. Luzia consigam produzir peças e documentos com rapidez para que acelere a prática processual, colocar estas máquinas para julgar e decidir sobre questões nas quais dependem da vida social de um cidadão é ignorar os princípios que carregamos durante todos os danos de atividade jurídica e que tantos doutrinadores renomados lutaram para serem reconhecidos.
Ter inúmeras resoluções do CNJ quanto ao uso da IA não garante a justiça no fim da decisão pela máquina.
Inúmeras outras questões devem ser levantadas antes de pensarmos em já implementação e celeridade processual, não podemos ultrapassar os limites que as próprias demandas nos impõe, muito menos ignorar a necessidade de humanidade do direito.
5
0

Perfis que segue

(59)
Carregando

Seguidores

(2)
Carregando

Tópicos de interesse

(60)
Carregando
Novo no Jusbrasil?
Ative gratuitamente seu perfil e junte-se a pessoas que querem entender seus direitos e deveres